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CAP. 03 - ANÁLISE ESPAÇO-TEMPORAL DA OCUPAÇÃO DA ÁREA E ENTORNO DO PARQUE MUNICIPAL DUNAS DE ABRANTES, CAMAÇARI - BAHIA

BORGES, L. F. M. B.; SANTOS, D. A. C.; ZALOTI, F. A.; SANTOS, S. M. dos; NASCIMENTO, D. M. C.

RESUMO: O Parque Municipal Dunas de Abrantes (PMDA) possui uma área de 6,869 km², localizado no município de Camaçari – Bahia. Por situar-se na faixa costeira, desde a década de 80 o PMDA vem sofrendo com processo de urbanização potencializado pela pressão imobiliária à procura de locais de lazer, recreação, turismo e bem-estar social. O uso de sensoriamento remoto permitiu realizar um mapeamento espaço-temporal do PMDA utilizando imagens orbitais datas de 1984 e 2016, no qual o principal objetivo era classificar os diferentes tipos de uso e cobertura da terra destacando as implicações do processo de ocupação no PMDA e entorno. A identificação e interpretação das classes de mapeamento procedeu-se por processamento digital em ambientes de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs), baseado nos trabalhos realizados por Anderson et al (1979), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2013), Borges (2014) e visita de campo. Constatou-se que as áreas urbanas tiveram um crescimento de 130% quando ocupava 7,69 Km² em 1984 para 17,7 Km² em 2016, consequentemente as áreas recobertas por dunas decresceram 2,92 Km² o equivalente a 38,13%. Verificou-se que devido ao intenso processo de ocupação diversos conflitos ambientais se instalaram no PMDA e entorno tendo em vista despejo de resíduos sólidos e líquidos em ambientes dunares e lagunares, extrativismo de areias das dunas, aterramento das lagoas, dentre outros.

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USO DA GEOINFORMAÇÃO PARA GERAÇÃO DA VULNERABILIDADE POTENCIAL À EROSÃO E VULNERABILIDADE À EROSÃO: ILHA DE ITAPARICA-BAHIA

ZALOTI, F. A.; SANTOS, P. S. dos; NASCIMENTO, D. M. C.

RESUMO: Os estudos de vulnerabilidade vêm sendo utilizados em diversos países e são direcionados aos riscos de desastres naturais visando à gestão do território, com uso de geotecnologias a partir dos anos 1990. Os municípios de Itaparica e Vera Cruz, que compõem a Ilha de Itaparica no estado da Bahia, tiveram aumento de 1.081% no índice de ocupação entre 1973 a 2009, evidenciando um processo de expansão urbana que resultou na degradação do manguezal e na supressão da vegetação Ombrófila Densa, dos brejos e da Restinga. Foi possível identificar a vulnerabilidade à erosão na Ilha de Itaparica em dois mapas, sendo um da vulnerabilidade potencial à erosão e o outro da vulnerabilidade à erosão, seguindo a metodologia proposta por Monteiro (CEI, 1987) e Crepani et al. (1996 e 2001), com aplicação de álgebra de mapas em Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Os resultados da vulnerabilidade à erosão foram analisados em cinco classes: muito baixa (8,75%), baixa (30,07%), moderada (32,90%), alta (25,80%) e muito alta (2,49%).

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Ebook: Geografia Física e as Mudanças Globais Título do Artigo: Uso do Sensoriamento Remoto para Estimativa da Temperatura de Superfície Terrestre no Município de Lauro de Freitas no Estado da Bahia

ZALOTI, Fábia. A.; SANTOS, Pablo S.; NASCIMENTO, Dária M. C.

RESUMO: O município de Lauro de Freitas teve uma ocupação acelerada a partir dos anos 70 e 80. Desde então as transformações foram significativas na cobertura e uso da terra, e neste contexto, o presente artigo tem como objetivo o cálculo da estimativa da Temperatura de Surperfície Terrestre (TST) a partir da banda infravermelho termal e Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI) com imagens do satélite Landsat 5 e 8 para os anos de 1984 e 2018. Os resultados apresentaram um acréscimo nas temperaturas mínimas e máximas de 7º e 4.8 ºC entre 1984 e 2018, que pode ter sido influenciado pela expansão urbana no município, ocorrida ao longo dos 34 anos. Na análise dos bairros Areia Branca, Itinga, Portão e Vilas do Atlântico, os maiores acréscimos foram em Itinga e Portão.

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Ebook Tópicos em Geociências - Volume I Capítulo 3: ANÁLISE DA COBERTURA E USO DA TERRA A PARTIR DE UNIDADES GEOAMBIENTAIS, NO MUNICÍPIO DE LAURO DE FREITAS, BAHIA

ZALOTI, Fábia. A.; NASCIMENTO, Dária M. C.

RESUMO: presente artigo tem por objetivo a análise da cobertura e uso da terra em 1976 e 2016, por unidades geoambientais, no município de Lauro de Freitas no estado da Bahia. A individualização de unidades geoambientais, a partir de elementos físicos-geográficos associadas ao estudo da dinâmica da cobertura e uso da terra, são aparatos práticos para o planejamento ambiental. Nesse sentido, considerando a geologia, geomorfologia e altimetria, foram delimitadas três unidades geoambientais: Planícies Litorâneas, Tabuleiros Costeiros e Tabuleiros Pré-Litorâneos. Com utilização de técnica de Sensoriamento Remoto, como interpretação visual de fotografias aéreas, classificação supervisionada de imagens de satélite Landsat 8 e trabalho de campo, foram identificadas e mapeadas 10 classes de cobertura e uso da terra. As maiores transformações no município ocorreram na unidade das Planícies Litorâneas, com um acréscimo de 311,74%, na classe de área urbanizada de uso misto (residencial, comercial e serviço), e um decréscimo na classe de vegetação com influência marinha (restinga e duna) de 96,70%, ao longo dos 40 anos. A unidade dos Tabuleiros Costeiros foi a mais afetada por obras de infraestrutura viária e habitação, com redução dos remanescentes de Floresta Ombrófila Densa de 27,78%, em uma Área de Proteção Ambiental.

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O trabalho de campo e aplicação de questionários para o estudo da delimitação de inundação: caso do Rio Subaé na zona urbana de Santo Amaro – Bahia

BORGES, L. F. M. B.; NASCIMENTO, D. M. C.

RESUMO: A cidade de Santo Amaro possui um processo de ocupação antigo, datado do período colonial onde se estabeleceu as margens do rio Subaé ocasionando supressão de matas e ecossistemas de manguezais que além de proporcionar impactos ambientais favorece a frequência e intensidade de inundações. Nesse contexto, este trabalho tem por objetivo mapear a delimitação da mancha de inundações da zona urbana do município por meio de trabalho de campo e questionários, de modo a relacionar as consequências na população da zona urbana de Santo Amaro – Bahia. Por meio de trabalho de campo e aplicação de questionários foi possível delimitar a mancha de inundação segundo as respostas obtidas e informações históricas encontradas. Ao utilizar os dados do censo demográfico de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobreposto ao delineamento da mancha de inundação constatou que a mesma pode ter atingindo 11.719 habitantes e 3.540 domicílios sob uma área mapeada de 64 hectares. Em campo, foi investigado e corroborado que os bairros que possuem maiores riscos a inundações são Ideal, Bonfim, Sacramento, Caeira, Trapiche e o Centro, na altura do Mercado Municipal. Portanto, o trabalho de campo bem como aplicação dos questionários tornou-se inexorável no procedimento metodológico no qual foi possível estimar a população atingida e identificar suas condições socioeconômicas, e, aliado às técnicas cartográficas permitiu a espacialização e análise da mancha de inundação.

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